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Grillwetter? Grillparty!

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Quando o verão racha o coco dos alemães, é tempo de Grillparty. Ontem conversando com minha querida Toddy Tainá, estávamos fazendo um mini-review das últimas semanas e constatei que nos últimos 2 meses, estive em pelo menos UM churrasco por fim de semana. Aniversário, visita, simplesmente Spaß an der Freude, egal aus welchem Grund, os alemães amam churrasco. E eu que ao chegar aqui era vegetariana, hoje em dia como umas lingüicinhas e uns pedacinhos de frango. Mas o hit pra mim são ainda queijos e legumes assados.

Você que está aí no Brasil deve estar se perguntando como é um churrasco alemão, certo? Então, normalmente:

– Há muitas saladas! Kartoffelsalat, Karottensalat, Nudelsalat, Gurkensalat e muitas outras. Adoro as saladas e os molhos daqui. Por isso, mesmo não comendo tanta carne, adoro quando começa a Grillsaison;

– Aqui assa-se bastante carne de porco em formato de steaks; Lingüiças; Queijos; Legumes (milho, cebola etc etc); Preparados vegetarianos;

– Bebidas: tem de tudo! Coca-cola, Fanta, cerveja, Weinschorle e de vez em quando um Klopfer assim só de brincadeira :P;

– Normalmente as pessoas combinam entre si quem vai levar o que, digo, se devemos levar bebidas, ou salada, ou a carne que queremos comer. Se fosse pra ficar nas costas de uma só pessoa, não dava pra fazer tanta festa, né?

Pra nós brasileiros, pode parecer churrasco demais pra um verão só, mas a verdade é que, quando o verão chega nessas bandas aqui, aproveita-se ao máximo qualquer oportunidade de ficar do lado de fora, de festas e esportes ao ar livre, entre outras atividades. Mas isso é algo que só se entende quando não se vive com tempo “bom” durante todo o ano!

E ab in die Grillsaison!

Viel Spaß!

Wortschatz / Glossário:

Grillwetter – clima propício a churrascos

Grillparty – churrasco (normalmente os mais festivos, onde se comemora alguma coisa)

Spaß and der Freude – expressão equivalente a “fazer algo por diversão)

egal aus welchem Grund – não importa a razão

Kartoffelsalat -http://pt.wikipedia.org/wiki/Kartoffelsalat

Karottensalat – Salada de cenoura

Nudelsalat – salada de macarrão

Gurkensalat – salada de pepino

Grillsaison – temporada de churrasco

Weinschorle – Vinho + água com gás

Isso é um Klopfer / Taken from Google Images

Klopfer – Pequenas garrafinhas com uma espécie de licor. Encontra-se vários sabores: cereja, whisky com creme, ameixa, menta, entre outros. O nome vem do verbo klopfen, que significa bater, tipo, bater à porta. O costume é bater a tampa da garrafinha na mesa antes de beber. E colocar a tampa no nariz depois de abrir. Quem esquece de por a tampinha no nariz tem que beber outro! hehe

Ab in die Grillsaison – (Comecemos) a temporada de churrasco!

Viel Spaß – Divirta(m)-se!

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Meu pé meu querido pé que me aguenta o dia inteiro – Kissing fish?

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Eu tenho a infelicidade de ter unhas MUITO encravadas. Herdei do meu pai e fato é que desde criança sofro na mão de pedicures e calistas. No Brasil, depois de muitas experiências ruins eu encontrei duas pessoas em que confiava bastante pra mexer nos meus pés sem arrancar o couro (risos), a Nelma e a Rose. Mas aí a pessoa muda de país e cai numa região onde a pedicure custa pelo menos 20 euros (sem pintar). E as duas eu não posso trazer pra cá 😛

Aqui eu também já fiz experiências bizarras. Já parei na mão de uma pedicure asiática, num salão que tinha um cheiro de oficina de pintura de carros, onde as mulheres saem com aquelas unhas giganteeeescas (!) com desenhos múltiplos. A mulher tinha unhas dignas de Zé do Caixão, só que pintadas (!) Mas quando eu vi isso já era tarde e ela já estava lá com o alicate mexendo nos meus pés. Eu fiquei quietinha com medo dela me machucar com aquele treco e paguei os vinte paus pela unha mais mal feita da minha vida. Felizmente eu agora arrumei uma calista decente que me alivia das dores nos pés uma vez por mês pelo menos. No meio tempo eu dou um jeito mesmo em casa, afinal mulher é mesmo multitasking, né?

Experiências à parte, outro dia estava fazendo o trajeto estacionamento – cinema pelas ruas de Frankenthal quando dei de cara com um pequeno Spa chamado Kissing fish. Já era tarde e ele estava fechado, mas as fotos na fachada não escondiam o porquê do nome: É mais um desses centros de Wellness que oferecem a tal de Fischpediküre.

Antes de passar em frente a esse Spa eu já tinha lido sobre o tal “procedimento”: A proposta é de que você entre, se achegue, se sente com os pés dentro de um aquário e deixe os peixinhos fazerem o serviço. Eles supostamente comerão o excesso de pele dos seus pés, que sairão do tal “procedimento” macios feito bumbum de bebê.

Parafraseando a Regina Duarte: Eu tenho medo.

E vocês, o que acham dessa nova moda? Alguém já se aventurou e deixou a natureza beijar seus pés? Às amigas do Brasil, já tem alguém fazendo essa loucura, digo, esse tratamento por aí?

Pra dar a deixa, uma lembrança de infância:

Na terra da Rainha

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Sempre morri de vontade de conhecer Londres. Desde os primeiros anos de curso de inglês, que foi minha primeira língua estrangeira, eu sonhava com a terra da rainha. E devo dizer, que sonho realizado, a cidade é genial e definitivamente não decepcionou.

Fizemos obviamente o tour no ônibus “com cobertura”. O tour que fizemos se chamava “The original tour” e incluía um passeio no Thames e um walking tour. Começamos na Trafalgar Square, num dia de Changing of the guard. Pegamos o walking tour que levava à troca da guarda mesmo. E digo, foi ótimo: O guia sabia obviamente o caminho e os atalhos pelos quais os guardas passam e com isso, além da historinha, andamos quase junto com os soldados. Diferente de MUITA gente que ficou horas esperando na frente do Buckingham Palace pra ver a pontinha do chapéu dos caras e nem poder fazer bobagens, como tentar fazê-los rir.

Não, ele não riu.

Depois do tour, resolvemos andar um pouco pelo centro da cidade e realmente o fizemos. Nos perdemos, literalmente pelas ruas, até ter a bela surpresa de que o grande Big Ben é mesmo lindo, mas não tão grande assim. A querida Juliana que nos recebeu tão bem em Londres, já tinha nos alertado de que algo não sairia como o esperado… hehe

Mas como tamanho não é documento, a construção em si é lindíssima e a abadia de Westminster fica quase em frente, ficamos felizes e contentes e conseguimos até uma conterrânea brasileira super simpática que tirou uma foto nossa:

 

Bem, depois aproveitamos o passeio no Thames. Olha, sinceramente, o passeio de barco é um must. A visão da cidade é super bonita, é super romântico, e ainda é hop on hop off, ou seja, você poderá descer e subir o quanto quiser durante a validade do seu bilhete. Aproveitamos o passeio de barco para fazer a parte nerd do passeio: Visitamos o Royal observatory de Greenwich e lá pudemos finalmente confirmar que o tal do meridiano que separa os dois hemisférios da terra (longitudinalmente) realmente existe.

Minha indecisão geográfica não me permite decidir entre um dos hemisférios.

Na volta, pegamos o tour do ônibus e fizemos o caminho habitual. Você pode me dizer que é passeio de turista. Sim, é. Mas primeiro: Nós somos turistas (Hello?). Segundo, não tínhamos muito tempo. Ficamos dois dias e fomos de navio (!) para a Irlanda. Daí que você vai perguntar: por que tantos dias na Irlanda e tão poucos na Inglaterra? Simples, eu tenho alguns amigos de infância que moram lá (sem exagero agora, são mesmo da escola). E bem, o nosso grupinho acaba de receber a mais nova integrante, a linda Anna, filha da Mary e do Mark. Então, motivos de sobra pra ficar mais dias na animada Dublin.

Se vocês me perguntarem se foi o bastante, digo que não. E pretendemos voltar a London com mais calma.

Pra quem se interessa: Sim, it’s really worth going there!

Próxima parada: Dublin. De navio.

Eu tô voltando pra casa… outra vez!

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Olá pessoal!

Uma semana sem postar, estávamos a passeio no Reino Unido 🙂 As férias foram muito movimentadas, andamos muito, comemos muito, bebemos bastante (hehehe) e ficamos sem net, por isso não dei sinal de vida.

Mas ontem à noite voltamos, e eu prometo que amanhã sai um post quentinho sobre o highlight 1 da viagem: Londres.

Adiantando, a cidade é genial!

Bom sábado para todos e todas… hoje tudo o que eu quero é a minha caminha quentinha. É, pra vocês verem que eu tô voltando pra casa… 😉

Até amanhã!

Economia… de beijos!

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Olha, nunca concordei com a opinião quase unânime brasileira de que o povo alemão é frio. Frio não, reservado. Fazer amizade com um deles leva tempo, interesse, visitas, conversas… e a princípio um certo distanciamento. Mas olha, depois que você consegue “quebrar esta barreira”, terá um amigo pra vida toda.

Agora Blamage mesmo é chegar na Alemanha fazendo o beijoqueiro. Gente, não cola. Quando eu vim para cá no ano passado, e era apresentada a alguém, já dava aquela inclinadinha pra frente típica do cumprimento preferido do povo brasileiro: o beijo na bochecha. Esquece. Difícil saber o que se passa na cabeça de um alemão quando você tenta beijá-lo(a) ou abraçá-lo (a) sem ter lá tanta intimidade.

Vertigem, olhos arregalados, palpitação… olha, obviamente eu estou exagerando a coisa pra ser um pouco mais engraçado, mas o fato é que eles não estão acostumados a se cumprimentar com beijinhos. Você vai se esticar todo (a) e ver uma mão vindo em sua direção. E isso não tem nada a ver com frieza, mas sim com a necessidade de uma certa distância, de se respeitar o espaço individual de cada um, o que é cultural e selbstverständlich para eles.

Então você deve estar pensando que depois que a amizade está lá, sua caixa de emails se encherá de liebevolle Küsse? Na-na-ni-na-não! Até com os mais queridos rola uma certa economia de beijos. A coisa é que alemão manda Grüße, não beijos. No entanto, não é de todo impessoal. Ao receber uma carta formal, você lerá Herzliche Grüße ou mit freundlichen Grüßen. Um amigo ou parente te mandará Grüße (ou o singular, Gruß), liebe Grüße ou viele Grüße, se estiver empolgado no dia e te considerar já mesmo bastante.

Depois de um ano e alguns meses, aprendir a dar minha mãozinha para os recém-apresentados e não chocar. Es ist nicht so schlimm, pois a economia de beijos só revela, na verdade, uma outra maneira de cumprimentar 🙂 E o convívio das diferenças só pode ser motivo para diversão. À moda alemã ou brasileira.

Wortschatz – Vocabulário

Blamage – Mico

selbstverständlich – evidente

liebevolle Küsse – beijos amorosos

Grüße – Plural de Gruß, que literalmente significa “Lembrança, saudação”. A letra ß tem som de “ss” em alemão.

Herzliche Grüße – equivalente do nosso “cordialmente”

mit freundlichen Grüßen – não veio à mente agora uma tradução melhor… mas diria que tem um valor semântico semelhante ao “atenciosamente”

liebe Grüße – “saudações carinhosas”. Pode ser abreviado como LG

viele Grüße – Muitas lembranças! Rs

Es ist nicht schlimm – Não é (tão) mal.

Coisas da Alemanha: Kerwe

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Então que quem nasceu e cresceu em cidade pequena no Brasil certamente sabe o que é uma Quermesse. Sim, estou falando de uma destas festinhas de rua, ondem imperam as barraquinhas, penduricalhos e crianças de boca melada de doce pedindo dinheiro pros pais pra dar mais uma volta no carrinho bate-bate.

Hehehe… reavivei as suas mais antigas lembranças de infância? Pois é, meus caros e minhas caras, eu também passei por isso nascendo e vivendo em Magé (Que com seus 300.000 habitantes é sim uma cidade relativamente pequena , pelo menos quando comparada ao Rio de Janeiro e seus milhões). Era um tal de festa de São Pedro pra cá, festa de Nossa Senhora da Piedade pra cá, entre outras festinhas pelas quais nós – na época crianças – esperávamos ávidos para desespero de nossos pais. rs rs

Risada “maligna” Mwhuahuauahuaa

Bem, na minha cidade essas festinhas tinham tudo isso que citei acima, mais parquinhos e competições de dança e canto no palco (nem vou comentar que eu participava de todas, desavergonhada que era rs rs).

Aqui na Alemanha, esse tipo de festinha não está necessariamente ligada à igreja e ainda acontece, pelo menos uma vez no ano nas Gemeinden. A Gemeinde onde moro se chama Oppau   (sim, já ouvi a piadinha de que moro em Oppau, rs rs) e faz parte da BASF city . Nesta Kerwe que acontece todo ano no mês de agosto,  se reúnem as Vereine locais e montam suas barraquinhas, vendendo as comidinhas e bebidas típicas, que em Rheinland Pfalz, são de pelo menos meio litro! Hic!

Assim como no correspondente brasileiro, é lugar de comer, beber e gastar dinheiro com pescaria e afins com as Kinder 😛 Como contei pra minha moms e ela não conseguia imaginar uma quermesse alemã, tirei umas fotos e  isso me inspirou a escrever este post, pra dividir um pouco com os amigos que estão longe como são as coisas aqui na Dorfinha.

 

Não se sintam intimidados pela Bratwurst de meio metro! HAHAHA

Boa semana pra vocês!

Wortschatz – Vocabulário

Gemeinden – Plural de Gemeinde, que significa distrito. Oppau, onde vivo, é um distrito de Ludwigshafen

BASF city – Brinquei com o fato da BASF ser tudo de mais conhecido aqui em Ludwigshafen. Lembrando, a BASF é a maior indústria química do mundo.

Kerwe – quermesse

Vereine – Plural de Verein, são clubes ou associações de pessoas que exercem uma atividade em comum. Existem Vereine de música, de esporte (faço parte de uma de artes marciais), de jardinagem etc etc.

Kinder – Plural de Kind, significa crianças.

Dorfinha – diminutivo aportuguesado de Dorf, que é um vilarejo, digamos. Na verdade, eu não moro uma Dorf. Uma Dorf, é digamos uma cidadezinha bem pequena, tem algumas com menos de 100 habitantes o.O

Bratwurst – linguiça